terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Adriana Moraes

Eu aprendo muito com vocês, tenham certeza.
Estarei sempre por perto. Quando se formarem, talvez não fisicamente, mas de coração, sempre.
Vocês são motivos de orgulho para mim, e para os demais professores.
Sigam em frente, nesse belo caminho que a Psicologia tem para vocês trilharem.
Um abraço bem verdadeiro.
Adriana Moraes
ADRIANA MORAES PIRES É DOCENTE DA FAINTVISA - FACULDADES INTEGRADAS NA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO.
domingo, 7 de novembro de 2010
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| JACOB L. MORENO |
Psiquiatra judeu, nascido na Romênia do fim do século passado, Moreno cresceu em Viena - cidade-berço do Psicodrama e da Socionomia. Sua adolescência foi marcada por dificuldades familiares e pelo fato de ser um judeu vivendo na Europa numa época de pr ofundas convulsões sociais. |
Seus pais separaram-se quando ele tinha 14 anos, fato de repercussões profundas numa família judia. Após a separação dos pais, mudou-se com a mãe e os irmãos para Berlim. Moreno, contudo, não se adaptou à nova cidade, voltando à Viena, onde morou sozinho e passou a dar aulas particulares para garantir o seu próprio sustento e concluir os estudos. Moreno era um estudante passional, incansavelmente dedicado à leitura e com interesse marcante em Filosofia e Religião.
Um de seus ‘ídolos’ e ‘modelos’ foi Jesus Cristo, talvez por influência da educação que sua mãe recebeu em colégio católico, mesmo sendo judia. Outro ‘ídolo’, Sócrates, também foi um inspirador de suas idéias. A maiêutica socrática foi amplamente usada por ele. Sócrates costumava reunir pessoas sob as árvores de Atenas e estimulava-as a produzir o seu próprio conhecimento sobre um determinado tema. Moreno reunia crianças nos parques de Viena para contar-lhes histórias e estimulava-as a dramatizar as histórias e a buscar soluções, mesmo que estas fossem antagônicas às normas vigentes na rígida sociedade vienense do começo do século.
Em outra ocasião, caminhando pelas ruas de Viena, presenciou a cena de uma prostituta apanhando de um policial. Surgiu a idéia - que concretizou posteriormente - de reunir prostitutas para discutir seus problemas. Como seguimento, conseguiu a fundação de um sindicato organizado por elas, incluindo assistência de padre e de médico nessa organização.
Área de grande interesse de Moreno foi o teatro, servindo como base para a elaboração da futura ciência - a Socionomia. Criou o teatro espontâneo, onde os atores não ensaiavam as peças, mas representavam-nas de forma improvisada e inovadora, mobilizando a platéia, propondo assim um modelo interativo de relação. Nessa época, Freud estava em evidência e a Europa fervilhava com as idéias da Psicanálise. Os psicanalistas adotavam postura profissional inflexível. Suas fundamentações teóricas eram baseadas no inconsciente e na patologia e o tratamento era de base verbal, fundamentado em associações livres, marcando passividade. Moreno estava lidando com teatro, movimento e ação. Por outro lado, desenvolvia e aprofundava seu trabalho médico em hospitais de referência da Europa. Sua paixão pelo teatro figurava como uma atividade paralela onde ele usava de forma especial sua criatividade.
O exercício apaixonado do teatro espontâneo mostrou-lhe, através do "Caso Bárbara" (MORENO, 1972, p.52-54), a potencialidade terapêutica desse instrumento. Médico de formação, Moreno nutria essencialmente enorme vontade de curar as pessoas, além da postura messiânica.
O ambiente psicanalítico da Europa cultivava a idéia do homem doente, da patologia. Todos seriam doentes, sem exceção, e tentavam salvar-se ao longo da vida. A patologia faz-se o pressuposto ideológico dessa concepção de homem. Nesse contexto, era difícil encontrar espaço para que as idéias de Moreno proliferassem. Ilustrando essa oposição de idéias, pode-se destacar na literatura o relato de um encontro entre Freud e Moreno, onde este último diz: "Bem, doutor Freud, comecei no ponto em que o senhor desistiu. O senhor atende às pessoas no ambiente artificial do seu consultório. Eu as encontro nas ruas, em suas casas, no seu ambiente natural. O senhor analisa seus sonhos e eu tento estimulá-las a sonhar de novo. Eu ensino as pessoas a representar Deus." (MORENO apud MARINEAU, 1992. p.44).
Finalmente, depois de algumas experiências frustradas, Moreno percebeu que seria difícil desenvolver as idéias de uma nova ciência naquele ambiente. Então, em 1925 emigrou para os Estados Unidos. Naquela época, a América "...necessitava de um grande esforço para encontrar sua unidade total e apoiava qualquer tentativa neste sentido. A unificação é um dos propósitos da sociometria." (GARRIDO MARTÍN, 1984. p.36). O povo americano necessitava criar uma identidade de cultura de grupo e aquele era o ambiente adequado que Moreno precisava para desenvolver seu trabalho científico com grupos, usando métodos próprios fundamentados numa nova concepção de homem.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
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